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Como os administradores da Salesforce configuram tópicos, ações e salvaguardas no Agentforce

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Os administradores do Salesforce configuram agentes autônomos no Agentforce estabelecendo domínios operacionais estruturados, ferramentas de negócios executáveis e controles de governança em múltiplas camadas dentro do Agentforce Builder. Diferente dos chatbots tradicionais baseados em regras que seguem árvores de decisão determinísticas, o Agentforce utiliza o Atlas Reasoning Engine para interpretar dinamicamente a intenção do usuário, formular planos de ação e executar tarefas de forma autônoma. Para garantir que esses agentes autônomos operem com confiabilidade, segurança e dentro dos limites corporativos, os administradores devem configurar três blocos de construção fundamentais: tópicos (topics) que classificam e delimitam o escopo do trabalho, ações (actions) que executam a lógica de negócios e proteções (guardrails) que impõem restrições comportamentais, privacidade de dados e caminhos de escalonamento para atendentes humanos.

Base arquitetônica: o Atlas Reasoning Engine

Para configurar um agente autônomo com eficácia, os administradores precisam entender como o Agentforce processa as interações do usuário. No centro do Agentforce está o Atlas Reasoning Engine, que coordena o comportamento do agente por meio de um ciclo contínuo de "raciocinar-agir-observar" (reason-act-observe):

Como o Atlas raciocina dinamicamente em vez de seguir uma árvore de diálogo pré-roteirizada, os administradores não precisam construir caminhos de ramificação estáticos. Em vez disso, definem os limites, as ferramentas e os objetivos, permitindo que o mecanismo encontre o caminho ideal para a resolução.

Etapa 1: Configurando tópicos (Topics) no Agentforce Builder

Os tópicos servem como os domínios funcionais primários do agente. Eles agrupam recursos relacionados, fornecem contexto e definem os limites dentro dos quais o agente está autorizado a operar.

Acessando o Builder e criando tópicos

  1. No menu Configuração (Setup) do Salesforce, use a caixa de Busca rápida (Quick Find) para navegar até Agentforce Agents (ou Einstein Agents, dependendo da configuração da versão).
  2. Selecione o agente desejado na lista e clique em Open in Builder.
  3. No painel de navegação à esquerda do Agentforce Builder, selecione a guia Topics.
  4. Clique em New Topic para criar um tópico personalizado do zero ou escolha entre os modelos de domínio padrão pré-configurados (como Order Management, Billing Inquiries ou Case Escalation).

Definindo metadados do tópico e escopo de classificação

Cada tópico requer três campos de configuração críticos que influenciam diretamente como o Atlas Reasoning Engine roteia as solicitações recebidas:

Redigindo instruções no nível do tópico

As instruções do tópico fornecem as diretrizes comportamentais específicas e as etapas de procedimento que o agente deve seguir quando um tópico estiver ativo. Os administradores devem redigir as instruções em linguagem natural clara e imperativa:

Os administradores devem buscar um design focado: normalmente de 10 a 15 tópicos distintos por agente, garantindo uma sobreposição semântica mínima entre as descrições de classificação para que o mecanismo não hesite nem classifique incorretamente as solicitações.

Etapa 2: Vinculando e configurando ações (Actions)

As ações são as ferramentas funcionais que um agente invoca para recuperar informações, criar ou atualizar registros e executar lógicas de negócios externas. Sem ações, um agente só pode conversar; com ações, um agente pode realizar trabalho real.

Tipos de ações disponíveis para administradores

Os administradores podem vincular vários tipos de ações a um tópico:

Tipo de açãoMecanismo de implementaçãoCasos de uso típicos
FlowsFluxos de inicialização automática (Autolaunched flows) configurados no Flow BuilderAtualização de registros do Salesforce, criação de casos de atendimento, acionamento de solicitações de aprovação, consulta a dados de múltiplos objetos.
Classes ApexMétodos Apex invocáveis anotados com @InvocableMethodCálculos complexos, consultas em lote de alto volume, validação criptográfica, integrações com sistemas legados.
Modelos de prompt (Prompt Templates)Modelos de prompt padrão ou personalizados criados no Prompt BuilderRedação de e-mails personalizados, resumo de transcrições de conversas, geração de recomendações personalizadas de produtos.
Serviços externos e APIs do MuleSoftEspecificações OpenAPI ou endpoints do MuleSoft AnypointObtenção de dados de remessa em tempo real de sistemas de logística de terceiros, verificação de saldos em gateways de pagamento, reserva de inventário em ERPs.

Configurando parâmetros e metadados da ação

Ao adicionar uma ação a um tópico, os administradores devem configurar as definições de parâmetros com descrições precisas em linguagem natural:

  1. Selecionar a ação: Na exibição de detalhes do tópico, clique em Add Action e pesquise pelo Flow, método Apex, modelo de prompt ou serviço externo de destino.
  2. Definir a descrição da ação: Forneça uma explicação explícita do que a ação realiza e quando ela deve ser chamada. O Atlas lê essa descrição para decidir se a ação é adequada para a etapa atual do seu plano de raciocínio.
  3. Mapear parâmetros de entrada: Para cada parâmetro de entrada obrigatório (como caseId, customerId ou billingZipCode), especifique se o agente deve extrair o valor do contexto da conversa em andamento, solicitá-lo diretamente ao usuário ou passar uma variável de sistema estática.
  4. Definir o tratamento da saída: Configure como o agente processa os valores retornados pela ação. Especifique se a saída deve ser retornada diretamente ao usuário como uma mensagem sintetizada ou repassada ao ciclo de raciocínio como contexto para uma ação subsequente.
  5. Exigir confirmação (operações com alteração de estado): Para operações sensíveis ou irreversíveis — como processar um pagamento, cancelar um contrato ou excluir um agendamento de serviço —, os administradores podem habilitar requisitos de confirmação, forçando o agente a solicitar explicitamente a verificação do usuário antes de executar a ação.

Etapa 3: Implementando proteções (Guardrails) em múltiplas camadas

Agentes autônomos exigem uma governança robusta para evitar alucinações, vazamento de dados, violações de políticas e modificações não autorizadas de dados. Os administradores implementam proteções em quatro camadas distintas: instruções conversacionais, lógica determinística, permissões de acesso e controles de confiança da plataforma.

1. Proteções conversacionais por meio de instruções em linguagem natural

A primeira linha de defesa é declarar explicitamente restrições negativas nas instruções do tópico. Os administradores devem tratar as instruções como procedimentos operacionais padrão (POPs) fornecidos a um funcionário:

2. Proteções de lógica determinística

Embora os LLMs se destaquem na compreensão de nuances conversacionais, cálculos críticos e regras de negócios determinísticas nunca devem ser deixados para estimativas generativas. Os administradores devem aplicar limites estritos transferindo a lógica crítica para código determinístico:

3. Proteções de permissão e controle de acesso

Os agentes do Agentforce executam ações dentro de um contexto de execução específico. Os administradores devem impor o princípio do menor privilégio em toda a identidade do agente:

4. Proteções no nível da plataforma: Einstein Trust Layer

O Agentforce opera sobre o Einstein Trust Layer da Salesforce, oferecendo recursos de segurança integrados que exigem configuração administrativa mínima:

Etapa 4: Testes, observabilidade e aprimoramento

Antes de implantar um agente em canais reais de clientes ou internos, os administradores devem validar seus caminhos de raciocínio e aprimorar suas instruções.

Usando o painel de visualização de conversas

O Agentforce Builder inclui um painel de Preview interativo que permite aos administradores simular conversas em tempo real:

  1. Testar o "caminho feliz" (Happy Path): Insira consultas padrão de usuários para verificar se o agente classifica corretamente a intenção, seleciona o tópico adequado e chama a ação correspondente.
  2. Inspecionar rastros de raciocínio: Clique no resumo de raciocínio na janela de visualização para revisar o processo de pensamento interno do agente. Inspecione qual tópico foi selecionado, quais instruções influenciaram a resposta e quais parâmetros de entrada foram passados para as ações invocadas.
  3. Testar casos extremos e proteções: Envie intencionalmente consultas fora do escopo, solicitações ambíguas e prompts adversários (como pedir ao agente que ignore suas instruções ou revele configurações internas do sistema). Confirme se o agente permanece dentro do escopo, cita adequadamente as políticas da empresa ou escala para um representante humano.

Implantação e monitoramento em produção

Concluídas a configuração e os testes em sandbox:

Ao definir sistematicamente tópicos granulares, capacitá-los com ações invocáveis robustas e protegê-los com barreiras de proteção em múltiplas camadas, os administradores do Salesforce transformam modelos generativos em colegas de trabalho digitais autônomos e confiáveis, capazes de impulsionar a eficiência corporativa enquanto salvaguardam os padrões da empresa.